Condenação de atriz iraniana por participação em filme

Marzie Vafamehrha, uma atriz iraniana, foi condenada a 90 chicotadas e um ano de prisão por atuar em um filme que retrata a problemática situação feminina no país. Outras pessoas envolvidas no filme também foram presas, mas apenas Marzie Vafamehrha foi condenada – é válido dizer que o filme havia sido aprovado pelo Ministério da Cultura e Orientação Islâmica.

O é resultado de um projeto universitário, e vários estudantes da universidade participaram da produção. É comum, no Irã, que mulheres atuantes em produções que tratem sobre a situação feminina no país acabem sofrendo algum tipo de retaliação, fato que acaba por corroborar com a denúncia a qual se propõe.

O filme chama-se “My Tehran for Sale”, data de 2009 e foi produzido por Garanaz Musavi. A sinopse é simples: o filme conta a história de uma mulher artista que tenta viajar para a Austrália, mas que enfrenta diversos problemas por isso. O filme foi apresentado em diversos festivais, e atualmente está sendo pirateado no Irã, principalmente após a polêmica no qual foi envolvido.

Já Marzie Vafamehrha, está na prisão de Garchak, um local sem condições de higiene, e sem condições de abrigar prisioneiras. Ela já atuou em outras produções locais, além de já ter dirigido e produzido algumas outras produções cinematográficas. Tudo isso só mostra que em alguns país, a posição da mulher perante a sociedade ainda é difícil, o que corrobora para que a violência contra elas seja praticada impunemente. O Irã é um dos países mais radicais neste sentido, com as mulheres subjugadas a posições de inferioridade.

Novos projetos aprovados no Senado

Estão em andamento, desde junho deste ano, dois projetos de lei que têm como objetivo tratar da violência contra a mulher. Os projetos correm na Comissão de direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Um dos projetos diz respeito á inclusão de conteúdo preventivo contra a agressão contra a mulher no currículo do ensino básico. Já o outro, planeja criar o Fundo Nacional de Amparo a Mulheres Agredidas.

No primeiro projeto de lei (PLS 74/12), seriam inclusos conteúdos sobre a agressão e a violência não só contra a mulher, mas também contra as crianças e os idosos. Além disso, seriam discutido modos de proteção a às pessoas vitimas de agressão. Quem apresentou esta proposta foi a senadora Ivonete Dantas (PMDB-RN), a qual é suplente de Garibaldi Alves. Este projeto de lei está sendo examinado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

O segundo projeto de lei (PLS 109/12), diz respeito à criação do o Fundo Nacional de Amparo a Mulheres Agredidas. Segundo Jayme Campos (DEM-MT), o Fundo seria disposto às vitimas de violência doméstica que acabaram, por isso, perdendo seu sustento em função da separação do (a) agressor (a). Ainda segundo o projeto de lei, a mulher vitima de agressão enquadrada neste caso, receberia ajuda financeira de R$622,00 ao longo de 12 meses. Assim, a vitima não ficaria desamparada após um eventual rompimento/denúncia. É muito bom vermos iniciativas deste gênero em trâmite nas câmaras, quer dizer que as esferas políticas estão se conscientizando cada vez mais a respeito deste problema que afeta a tantas mulheres.

Comentários

  1. Neide Andrade freitas em disse:

    Estou em momento de separação.Por não ter mais condições de conviver com agresões verbais,pelo motivo da diminuição da minha condição física e pisicológica,então sofro agresões e insultos verbais,por não conseguir concluir a maioria das tarefas de casa.E nem tenho mais condição no momento de marcar consultas marcar exames me cuidar,ou fazer um trabalho temporário ,no momento.e sem nenhuma condição finaceira para pagar condução para comparecer aos tratamentos pisicológicos,por não ter dinheiro.e comprar alguma medicação que faço uso ,nem todos encontro no posto de saúde.

  2. Neide Andrade freitas em disse:

    O pai dos meus filhos foi afastado do lar,até então não sei como vai ficar,se ele nunca deixou 1,00 em casa.Até então como antes recebemos o bassico de alimentação que ele compra ,mas não tenho como sair sem trabalho e algum dinheiro.como já disse estou com recaida de depressão.sem condição de trabalho avulso que me ajudava durante a semana.

    Neide Andrade freitas em disse:
  3. Também acho importante algumas ajudas qe o governo concede as pessoas ,ajudam na sobrevivencia,pessoas em tratamento de saude,ou deficiencia intectual.essas ajudas por menores que sejam ,quem precisa sabe agradecer.Grata.