Announcement: Homens pelo fim da violência contra as mulheres

A violência contra a mulher é entendida como qualquer ato ou conduta, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto público como privado. Este tipo de violência já é reconhecido pela própria ONU – Organização das Nações Unidas – como um grave problema de saúde pública.

Em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher.

Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres

A Lei nº 11.340/2006 é conhecida por “Lei Maria da Penha”, regulamenta os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Recebeu este nome em homenagem a  ema mulher chamada Maria da Penha que tornou-se símbolo de um caso de violência doméstica contra a mulher.

A Lei trouxe significativa alteração no tratamento dado anteriormente pelo Poder Judiciário aos agressores de mulheres no âmbito familiar.  Na Lei consta a anulação da aplicação de penas como pagamento de multas ou cestas básicas. Também possibilita à vítima tenha medidas de proteção de urgência, que aceleram a solução do problema da mulher agredida e é realizado através da intervenção da autoridade policial. Estas medidas podem consistir até mesmo no afastamento imediato do agressor do lar. Antes da Lei Maria da Pena ser aprovada era as mulheres que costumavam sair refugiadas de casa.

O site www.homenspelofimdaviolencia.com.br, que fez parte da campanha nacional “Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres”, tratava-se de uma ferramenta eletrônica de coleta de assinaturas, cuja iniciativa foi uma resposta do Brasil à convocação do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou a campanha mundial “Unite To End Violence Against Women” a fim de mobilizar líderes nacionais, pelo fim da violência contra as mulheres.

Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não pediram ajuda. A vergonha, dependência emocional ou financeira do agressor são alguns dos principais motivos para este silêncio

Os números de violência contra as mulheres são impressionantes. De acordo com a OMS, quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. Pelo menos umas em cada três mulheres apanham, são violentadas ou forçadas a manter relações sexuais em algum momento de sua vida. No Brasil, uma mulher é espancada a cada 15 segundos. Na Inglaterra, por semana, duas mulheres são mortas pelos seus parceiros. No Egito, 35% dizem ter apanhado do marido. Na África do Sul, 147 mulheres são estupradas todos os dias. Na França, 25 mil mulheres são violentadas a cada ano. Nos Estados Unidos, uma é estuprada a cada 90 segundos.

Comentários

  1. Gabreil Correia em disse:

    Parabens por essa iniciativa. Talvez ajude nesta causa a real compreenção de que a covardia é o grande mal maior da vida em sociedade.

  2. Adriana Botelho em disse:

    Como é possível que a justiça brasileira dê a guarda da minha filha para meu ex-marido, depois de tudo que ele me fez, agredir-me fisica e psicologicamente. Que país é esse que protege os estrangeiros em detrimento dos seus cidadãos?? Estou divulgando a minha história em busca de justiça!!

  3. Rian M. em disse:

    Muito Bom msm esse Tema….. Uma grande iniciativa msm e esse comunicado e esclarecimento está ótimo….

  4. Claudia em disse:

    Se faz necessária a atuação da população brasileira em prol da saúde física mental e emocional da mulher…na luta contra reprováveis atitudes masculinas dissimuladas no contexto atual., revertendo esta situação promovendo sua participação ativa dentro e fora de suas casas, encorajando-as a enfrentar seus medos, vergonha e até mesmo sofrimento, seja pela lei , seja pela campanha instituída. Parabenizo-os pela iniciativa, uma vez que é notável o objetivo de tal campanha… eu como mulher que sou, apoio e abraço esta causa.

  5. Alexandra Camilo em disse:

    Como posso ter mais materiais dessa campanha?

  6. alex em disse:

    E a violencia da mulher contra o homem ninguem divulga, nos tambem sofremos violencia psicologica por parte das mulheres e tambem fisica.
    Incrivel como querem so colocar a responsabilidade em cima do homem.
    Fico me perguntando se essa lei serve mesmo para ambos os lados, porque o que parece que não.

    Carlos Eduardo em disse:
    • Alex, seu comentário está correto e se baseia em fatos. Porém não se pode desvalorizar um esforço por uma sociedade saudável, seja ele qual for. Nossa sociedade está doente!
      Em vez de dizer “não apoiaremos as causas em favor das mulheres porque também há mulheres que agridem”, por que não dizer “apoiaremos essa causa visivelmente importante e de caráter emergencial, e, quando houver oportunidade criaremos ainda mais uma para que ser humano algum agrida outro”?
      Não lhe parece mais coerente, sensato, e, por que não dizer, mais maduro?

  7. MARCO CESAR SOUZA em disse:

    A cada vez que vejo as estatísticas e, vejo determinados eventos com relação a violência contra a mulher me envergonho de ser homem, é truculento, é ridículo e ao mesmo tempo inaceitável; me indigno com o que presencio na mídia com relação a isso. Bando de covardes, ignorantes. Sou formado em psicologia tenho 3 pós graduações e mestrado e não consigo aceitar este tipo de comportamento o qual é consciente.. Sou pre candidato a deputado estadual pelo PT no RS e juro que lutarei com todas as minhas forças para que estes hipócritas que batem nas mulheres sejam duramente punidos, por que não em em sistemas prisionais agricolas? é uma ótima opção para eles durante alguns bons anos que ficarem lá para refletirem acerca do que fizeram. Marco Cesar – drmarcocesar@yahoo.com.br

  8. Antonio Wandigson Araujo em disse:

    A Lei não deveria ser denominada “Maria da Penha” e sim Harmonia Conjugal.
    Nós homens sabemos perfeitamente distinguir o certo do errado; mas a lei não deve ser parcial e sim coletivista, ou seja: ela deveria abordar a não agressividade de qualquer das partes porque dá a impressão que os homens não sofrem nenhum dano quando do relacional conjugal, sejam documentados ou não. Os homens nem sempre sofrem de agressão física, mas moral e psicológica, que também acompanham os homens por toda a vida. É por essa e outras razões que os homens não estão mais interessados em casamentos e sim, em ficar; pois se não der certo a parceria cada um vai para onde quiser e com quem quiser. Isto não produz a harmonia e sim o distanciamento de ambos e o agravamento da situação interpessoal.

  9. CEILA MARIA ALMEIDA BEZERRA em disse:

    Boa tarde!

    Sou coordenadora do Centro de Referência Mulher e Cidadania de Quixadá-Ce; e
    gostaria de receber tudo que tenham de material desta campanha Homens pelo fim da violência contra as mulheres, para utilizarmos em nossas palestras e rodas de conversa.
    Endereço: Rua José Jucá, n°110-Bairro: Rodoviária
    Quixadá-Ceará Cep:63:900.000

  10. Bruna em disse:

    PORÉM NÃO SE PODE VOLTAR ATRÁS? SALVE POMBA-GIRA MARIA PADILHA RAINHA DAS 7 ENCRUZILHADA! Atrás de mim você br.. vai vir de rastros, apaixonado e manso. Salve Pomba Gira MARIA PADILHA RAINHA DAS 7 ENCRUZILHADAS! Dizendo assim: Conheço a tua força e o teu poder, te peço que me atenda o seguinte pedido: QUE br..não coma e não durma, NÃO BEBA, NÃO TRABALHE, NÃO CONSIGA SE DIVERTIR, FIQUE TRISTE, DEPRIMIDO E SÓ PENSANDO EM mim jk. se não estiver ao meu lado. Que seu corpo queime de desejo E TESÃO por mim jk. Que seu desejo por mim o deixe cego para outras mulheres. Que nenhum outra consiga fazer com que sinta prazer, somente eu terei esse poder. Que.. br..deixe de vez todas as outras MULHERES QUE TIVER NA RUA, E EM CASA TOME ODIO E RAIVA DELAS E NÃO PROCURE MAIS NENHUMA OUTRA QUE NÃO SEJA EU. Que ele bro..me procure a todo instante, HOJE, AGORA, desejando estar ao meu lado. E, que ME TENHA EM SEUS PENSAMENTOS O TEMPO TODO. AGORA, COM QUEM ESTIVER, ONDE ESTIVER ELE br.
    . IRÁ PARAR PORQUE O seu PENSAMENTO ESTÁ EM MIM,. br. IRÁ FICAR LOUCO DE DESEJO, TESÃO E FICARÁ MUITO EXCITADO AO PENSAR EM MIM, NESTE MOMENTO PEÇO A TI MINHA RAINHA MARIA PADILHA DAS 7 ENCRUZILHADAS QUE FAÇA br.FICAR LOUCO DE PAIXÃO, DESEJO, TESÃO E MUITO EXCITADO POR MIM priscila..E FICARA LOUCO DE VONTADE DE ESTAR COMIGO, ME ABRAÇAR, ME BEIJAR E FAZER AMOR LOUCAMENTE COMIGO. E Ao deitar, ao acordar, que tenha sonhos ERÓTICOS comigo fazendo assim com que SE APAIXONE CADA VEZ MAIS POR MIM. PEÇO AJUDA A TI MINHA RAINHA MARIA PADILHA DAS 7 ENCRUZILHADAS, QUE FAÇA bro.ME ACHAR LINDA, ME ACHAR GOSTOSA E ACHAR O MEU CORPO LINDO E FICAR LOUCO POR MIM E SENTIR CIUMES DE MIM. Que. brsinta prazer somente por ouvir minha voz. Faça ele sentir por mim um desejo fora do normal como nunca sentiu por outra e nunca sentirá. PEÇO A TI MINHA RAINHA MARIA PADILHA DAS 7 ENCRUZILHADAS QUE ME TORNE UMA MULHER MUITO BOA DE CAMA, QUE EU SEJA FOGOSA, ATRAENTE, SEDUTORA, SEXY, ME DE O PODER DE CONQUISTAR A TODOS OS HOMENS QUE EU QUISER E QUE EU LEVE? LOUCURA QUANDO ESTIVERMOS FAZENDO AMOR, QUE ELE GOZE VÁRIAS VEZES E SÓ DE ENCOSTAR EM MIM ELE FIQUE LOUCO DE TANTO DESEJO E MUITO EXCITADO, QUE A GENTE FAÇA AMOR LOUCAMENTE COMO ELE NUNCA FEZ COM NINGUEM, QUE A GENTE SEMPRE CONSIGA GOZARMOS JUNTOS E SEJA UMA EXPLOSÃO DE TANTO AMOR, DESEJO E TESÃO. Agradeço por estar JUNTO DE TODOS OS OUTROS QUE DIVULGUEI trabalhando a meu favor. Vou divulgar SEU nome em troca deste pedido, DE TRAZER br..MUITO APAIXONADO, CARINHOSO, FIEL, ROMANTICO E AMAVEL COMIGO. OBRIGADO MINHA RAINHA MARIA PADILHA DAS 7 ENCRUZILHADAS, CONFIO EM TEUS PODERES , ME TORNE UMA MULHER MUITO LINDA, JOVEM, DELICADA, AMADA E QUERIDA POR TODOS, ABRA TODOS OS MEUS CAMINHOS AJUDE-ME A CONSEGUIR TUDO O QUE EU QUERO COM RAPIDÊS E URGÊNCIA. MUITO OBRIGADA POR TUDO SEJA MINHA GUARDIÃ TODO O MOMENTO. Copie e cole um pedido igual a este aqui em 7 altares diferentes e dentro de 7 dias seu pedido será atendido

    14 de julho de 2009 13:30
    Anônimo disse…
    SIMPATIA INFALÍVEL, PORÉM NÃO SE PODE VOLTAR ATRÁS? SALVE POMBA-GIRA MARIA PADILHA RAINHA DAS 7 ENCRUZILHADA! Atrás de mim você br.. vai vir de rastros, apaixonado e manso. Salve Pomba Gira MARIA PADILHA RAINHA DAS 7 ENCRUZILHADAS! Dizendo assim: Conheço a tua força e o teu poder, te peço que me atenda o seguinte pedido: QUE br..não coma e não durma, NÃO BEBA, NÃO TRABALHE, NÃO CONSIGA SE DIVERTIR, FIQUE TRISTE, DEPRIMIDO E SÓ PENSANDO EM mim jk. se não estiver ao meu lado. Que seu corpo queime de desejo E TESÃO por mim jk. Que seu desejo por mim o deixe cego para outras mulheres. Que nenhum outra consiga fazer com que sinta prazer, somente eu terei esse poder. Que.. br..deixe de vez todas as outras MULHERES QUE TIVER NA RUA, E EM CASA TOME ODIO E RAIVA DELAS E NÃO PROCURE MAIS NENHUMA OUTRA QUE NÃO SEJA EU. Que ele bro..me procure a todo instante, HOJE, AGORA, desejando estar ao meu lado. E, que ME TENHA EM

Sobre a violência contra as mulheres

A violência entre mulheres tem se tornado cada vez mais frequente. Pode ser no relacionamento, dentro de casa ou na rua e por conta disso as mulheres estão cada vez mas vulneráveis a falar sobre o assunto. Em muitos casos a maioria das mulheres se sente ameaçada pelo próprio companheiro e por isso se calam. Muitas vezes por medo de perder a própria vida.

Pesquisas apontam que a cada 5 mulheres, 3 já sofreram violência doméstica e isso mostra o quanto tem aumentado o índice de violência contra as mulheres. Nesse caso muitas infelizmente não conseguem denunciar o companheiro e acabam sendo cada vez mas agredidas tanto verbalmente como fisicamente.

A lei Maria da Penha entrou em vigor no ano de 2006 com intuito de ajudar a mulheres que sofrem qualquer tipo de agressão seja verbal,física ou sexual e mesmo assim a violência contra as mulheres só tem aumentado. Os parceiros não se intimidam com a lei Maria da Penha que muitas vezes não as protege. E neste caso a violência contra as mulheres só piora, muitas se sentem envergonhadas a falar sobre o assunto e até mesmo denunciar o companheiro por conta de ameaças. Algumas tem o final triste, são abusadas sexualmente e até mesmo violentadas até a morte!

Aconselho a todas as mulheres que estejam passando por essa situação, que procure seus direitos e denuncie antes que seja tarde demais. É lamentável que mulheres estejam perdendo sua vida por conta da vergonha e do medo.

Blitz contra a violência

No dia 31 de março de 2015, Polícia Rodoviária Federal efetuou blitz de conscientização e combate à violência contra a mulher em trecho da BR-319, em Porto Velho, RO. Em companhia do Ministério Público Estadual, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e do Rotary Club, participantes entregaram folhetos e chocolates aos motoristas que passaram pela região.
De acordo com a PRF, a atividade na avenida teve como finalidade acudir as mulheres em situações vulneráveis. A parceria de diferentes órgãos e instituições quer incentivar e orientar homens e mulheres a denunciar qualquer tipo de violência doméstica, seja física ou psicológica. “Qualquer pessoa que estiver sofrendo violência, ou tiver conhecimento do ato, denuncie”, instrui uma policial.
Cerca de 60 pessoas participaram do movimento, sendo a grande maioria policiais mulheres, panfletando e distribuindo aos motoristas chocolates. “Precisamos do apoio dos homens, no sentido de não praticar a violência e de denunciar se tiver conhecimento de alguma prática contra a mulher”, fala Azevedo.
Alguns motoristas, de início, se sentiram intimidados com a interferência, mas contemplaram a atitude e se surpreenderam. “Algumas mulheres abordadas contaram que passaram por situações de violência, uma até disse que ontem conseguiu ir até a delegacia para fazer denúncia”, lembra.
Qualquer pessoa pode denunciar todo ato de violência contra a mulher através do 191, ou diretamente nos órgãos e instituições.

Projeto promete ajudar homens a mudar visão de violência doméstica

Projeto é realizado com homens que cumprem pena pela Lei Maria da Penha, em Vitória, e tem como principal objetivo fazer com que se pense e reflita sobre a violência doméstica. De acordo com os integrantes, os debates em grupo têm melhorado a relação com suas parceiras. O programa “Espaço Fala Homem” foi criado no ano de 2013 e já contou com cinco turmas desde então.
O último grupo participante, no total, fez parte de cinco encontros onde foram abordados temas referentes à comunicação não violenta, à Lei Maria da Penha e às redes de atendimento municipais.
Segundo a assistente social, Fernanda Vieira, uma das maiores contribuições do programa é o fato dos membros refletirem sobre suas ações em relação às parceiras. “Nas dinâmicas, eles puderam verbalizar sua experiência e refletir sobre a necessidade de romper com esse ciclo da violência”, contou a assistente.
Um dos integrantes que retomou com a companheira, L.E. N, de 50 anos, mencionou que seu relacionamento melhorou após as reuniões. “Eu não sabia nada sobre a Lei Maria da Penha e nunca tinha parado para pensar sobre as temáticas abordadas no grupo. Nosso relacionamento melhorou muito. Agora temos conseguido dialogar e evitar brigas desnecessárias”.

E não para por aí! O projeto não é só voltado para os homens. Conforme a gerente de Políticas de Promoção de Gênero, Lorena Padilha, a intenção desde o princípio, era também realizar um grupo com a cooperação de mulheres que tinham algum tipo de vínculo com os integrantes do “Espaço Fala Homem”.

Mulher, não se cale, lute

Durante o dia 25 de novembro de 2014 – Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher -ativistas feministas saíram às ruas brasileiras para mostrar sua indignação e convidar mulheres a participar dessa luta. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas à sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas já sofreram mutilação genital. A data é importante para a reflexão do grande número de violência ao gênero, assim como o que se tem feito para a melhoria do problema.

Segundo a OMS: “Violência é definida como o uso proposital de força física ou do poder, real ou ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (OMS, 2002)”.

Nesse ano, o prédio da entidade em Brasília e a sede principal, em Nova Iorque, serão iluminados com luzes laranjas – cor escolhida como símbolo do movimento.  A iluminação dessas construções ocorrerá do dia 25 de Outubro ao dia 10 de Dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos – representando os famosos 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero, realizado no Brasil desde 2003. O objetivo do projeto é criar debates sobre os prejuízos da violência contra as mulheres, incluindo os gêneros masculino e feminino, indicando atitudes e responsabilidades para extinguir esse tipo de abuso.

Principal meio de denúncias relativas à violência doméstica no Brasil é o Ligue 180

A violência contra as mulheres é um problema global e bastante antigo. Atualmente, a maior parte dos países vem se esforçando para acabar com esse problema. Segundo uma pesquisa da Organização das Nações Unidas de 2011, o percentual de mulheres que são agredidas física ou sexualmente pelo parceiro varia entre 5% na Geórgia e 70% na Etiópia. No Brasil, o índice apontado é de 34%.

Durante o ano de 2006, entrou em vigor no Brasil a Lei Maria da Penha, criada especificamente para coibir a violência contra a mulher. Apesar desse avanço, os números continuam sendo preocupantes. Segundo aponta o Mapa da Violência de 2012, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de mulheres assassinadas.

O sistema de proteção à mulher no Brasil está sucateado, o país conta com 374 delegacias da mulher, número que cobre apenas 7% dos municípios.

Hoje, o principal meio de denúncias relativas à violência doméstica é o Ligue 180, que pode ser contatado gratuitamente. As atendentes são treinadas para orientar as mulheres e encaminhá-las para os órgãos mais adequados de acordo com cada situação. Desde que foi criada, em 2005, a linha já recebeu mais de 2 milhões de ligações.

Projeto de deputada prevê aumento de pena para violência contra as mulheres

Aline Corrêa (PP – SP) é a deputada autora do Projeto de Lei 5097/13, que prevê a elevação da pena para violência contra as mulheres. Enquanto que atualmente a pena prevista varia entre três meses a um ano, a proposta de Corrêa é o aumento da variação. No caso, variaria de três meses a três anos de detenção. Outra diferença seria que em caso de violência doméstica, a Justiça poderia agir independentemente de queixa.

Segundo a autora do projeto, foi na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher que o tema foi surgiu e foi sugerido. A causa para uma mudança na penalidade, seria que a pena para lesão corporal de qualquer tipo é a mesma que a aplicada nos casos de violência contra a mulher, o que é segundo ela, uma distorção dos fatos. Atualmente, a proposta está sendo analisada pelas comissões responsáveis, a de Seguridade Social e de Família, bem como pela de Constituição e Justiça e pela de Cidadania. Assim que a Proposta for analisada por estas comissões poderá ser, então, votada em Plenário.

Segundo uma pesquisa disponibilizada no próprio site da Câmara de Deputados, 75% dos leitores concordam com esta iniciativa da deputada Aline Corrêa, enquanto que 25% se posicionam contrariamente. Agora resta aguardarmos para vermos se este Projeto será aprovado. Sempre lembrando que faz parte do papel dos eleitores entrarem em contato com os parlamentares que ganharam seu voto e exigirem um posicionamento em relação aos assuntos que lhe digam respeito.

Outros tipos de violência contra a mulher

É certo que a violência física contra as mulheres é um dos tipos de violência que mais encontra caminhos de divulgação na mídia, além de ser facilmente assunto de debates. É claro que existe uma razão para isso: a violência física coloca a vida em risco, e esta é a razão do maior destaque. Entretanto, é importante atentar que se há cada vez mais campanhas e leis de apoio às mulheres, não podemos de ter em mente outros tipos de violência, que podem ser mais sutis, mas que justamente por isso não recebem a mesma atenção, muito menos legislativamente.

É comum que as mulheres, ao andarem nas ruas, recebam olhares. E que, além disso, recebam elogios/cantadas/convites por parte dos homens. É complicado às vezes fazer com que a população masculina entenda que ao verbalizar algo a uma mulher na rua, ele não está sendo gentil, pelo contrário, está tendo uma atitude de desrespeito, e que não é agradável aos ouvidos femininos. Receber este tipo “cantada” é ofensivo, ainda mais porque nem sempre é um elogio que é proferido, mas muitas vezes palavras que envolvem as partes íntimas femininas e algum outro comentário sexualizado. Isso é violência verbal, e ainda não há uma lei que dê conta de denunciar este tipo de ato.

Tentar justificar este tipo de atitude é como justificar um estupro em função da roupa usada pela mulher. Por acaso um homem seria estuprado se saísse de cueca pela rua? Provavelmente não. Não é o quanto do corpo se destaca ou aparece que faz a diferença do quanto ela pode ou não ser estuprada. É uma questão ética e moral social. E as mudanças nas entrelinhas envolvendo as posições sociais de homens e mulheres merecem tanto destaque e discussão quanto quaisquer outros tipos de violência.

Informações sobre algumas políticas de assistência à saúde da mulher

A violência contra é mulher é um problema antigo, e várias iniciativas governamentais têm tentado diminuir a incidência deste tipo de violência, que parece necessitar ser sempre colocado em pauta, a fim de evitar um aumento nos números estatísticos. Em 1993 foi criado no Brasil o Programa Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), um programa que visava aumentar o escopo de assistência governamental à mulher, alargando a relação anteriormente assistida entre mãe e filho. Com esta nova proposta, a assistência abrangeria, então, todas as etapas de vida da mulher.

No ano de 2008 foi divulgado o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (II PNPM), em que foram ampliadas as categorias de assistência à mulher, principalmente em relação à igualdade e à justiça social. Outra preocupação vigente era diminuir a mortalidade materna e infantil ao longo da gravidez, parto e pós-parto. Bem como em relação ao aumento do oferecimento de exames de mamografia e da distribuição de pílulas anticoncepcionais.

Mesmo que pareça que tratarmos sobre a saúde da mulher é um assunto distante da violência masculina contra estas, as relações entre eles, na verdade, é bastante próxima, apenas vista por um prima diferente. Se levarmos em conta que a maioria, ainda hoje, das posições ocupadas nas câmaras legislativas são preenchidas por homens, vemos que estas iniciativas são na verdade uma tentativa de lutar contra anos de descaso em relação a estes tipos de serviços que dizem respeito ao universo feminino. São muitas as camadas de violência contra a mulher, não apenas a violência física, a mais explícita. E é contra todos os tipos que temos que lutar.

Afinal, quais as causas da violência contra a mulher?

Muito se tenta, hoje em dia, conscientizar a população contra a violência às mulheres.  É um trabalho árduo, muitas vezes revoltante, frente às agruras quase inacreditáveis que são vistas. Campanhas são feitas aos montes, bem como esta mesma, assim como a própria Lei Maria da penha, que pune aquele que agir com violência contra a mulher. A origem deste problema é distante, quase nebuloso, mas é importante que nos reportemos a eles, mesmo que de maneira rápida, para que pensemos no porquê de ainda hoje enfrentarmos este problema.

Como se sabe, a construção da sociedade ocidental é baseada no ponto de vista masculino. A mulher foi subjugada ao longo dos séculos, a ser aquela que apenas apoia as tarefas do homem, ou então que realiza tarefas “menos honrosas”, como o preparo da refeição e o cuidado dos filhos. Aos homens coube escrever a história, e isso tem consequências. Mas antes que alguém diga que não há mulheres que tenham realizado feitos importantes na história, bom, não precisa muito tempo para quebrar este argumento. O que sempre faltou foi espaço, facilidade e incentivo. Mas de onde vem isso?

Primeiramente, quando pensamos na dualidade homem/mulher, é normal associarmos, respectivamente, razão/emoção, força/delicadeza e outros antagonismos. O fato é que estas construções não são biológicas, quer dizer, não são características naturais dos seres, mas sim construções culturais construidas pela sociedade. E agora voltemos um pouco, a sociedade foi construída com base no olhar masculino, não é mesmo? Isso quer dizer que uma mulher que se identificasse com a razão e a força, por exemplo, características culturalmente identificadas com o universo masculino, fossem vistas como masculinizadas e, o pior de tudo, como uma ameaça à hegemonia masculina. Esta é uma das origens da miscigenação e, em consequência, da violência contra a mulher. Esta violência parte de uma ideia de “perda de poder”, como se alguém que lhe é subjugado tentasse se rebelar. É, inclusive, essa a origem da homofobia. No momento em que um homem rejeita estas características típicas do universo masculino, ele identifica-se, por consequência, com o universo feminino. E por que um homem gostaria de se identificar com o universo feminino-inferior, se é um varão-poderoso?

Pois é, parece absurdo pensar que são essas as ideias que estão por trás da violência contra a mulher, mas temos que entender que são ideias construídas ao longo dos séculos, e que é difícil mudar ideias tão profundamente arraigadas na sociedade. Mas é assim mesmo, com luta e visibilidade, que vamos mudando esta triste situação.

Comentários

  1. lucilaine bueno da silva em disse:tem que acabar com essa violência com as mulheres. eu sou uma vitima.